Tipos de olheiras: descubra a sua e o tratamento ideal em SP
Postado em: 09/10/2026
Atualizado em 15 de setembro de 2026.
Toda semana, no consultório, ouço uma variação da mesma frase: “eu durmo bem, uso protetor solar, e mesmo assim a olheira não sai”.
É nesse momento que muitas pacientes descobrem que existe mais de um tipo de olheira, e que cada um responde a um tratamento diferente.
Antes de investir em qualquer procedimento, vale entender qual é o seu caso. É esse reconhecimento que direciona a avaliação e evita tempo (e expectativa) mal investidos.
Como saber qual é o seu tipo de olheira?
Um teste simples ajuda a ter uma primeira noção em casa: esticar levemente a pele abaixo dos olhos com os dedos.
Se o tom clarear, a origem tende a ser vascular; se permanecer igual, é mais provável que seja pigmentar; se aparecer uma sombra por depressão, o componente é estrutural.
Esse teste orienta, mas não substitui a avaliação: boa parte dos casos que atendo combina mais de um tipo ao mesmo tempo, e só o exame clínico direto confirma qual componente predomina.
Quais são os tipos de olheira?
Os tipos de olheiras mais frequentes no consultório são quatro: pigmentada, vascular, estrutural e por flacidez. Cada um tem uma causa e uma cor predominante diferentes, o que muda completamente a conduta.
Olheira pigmentada
Tom amarronzado, causado pelo acúmulo de melanina na região periocular. Não melhora com o teste do estiramento e costuma se acentuar com exposição solar e atrito (esfregar os olhos, por exemplo). Já detalho as causas e o tratamento a laser no texto sobre olheira pigmentada.
Olheira vascular (arroxeada)
Tom arroxeado ou azulado, gerado pela transparência de vasos sanguíneos sob a pele fina da região. Costuma piorar com noites maldormidas e clarear com o teste do estiramento. O tratamento com laser está descrito em olheira vascular.
Olheira estrutural (sulco ou olheira profunda)
Não é uma questão de cor, e sim de volume: a perda de sustentação na região do sulco lacrimal cria uma sombra por depressão anatômica.
É o tipo em que o preenchimento com ácido hialurônico costuma entrar como opção, sempre depois de avaliação individual.
Olheira por flacidez
Surge quando a pele perde firmeza ao redor dos olhos, acentuando sombras mesmo sem alteração de cor ou volume marcante.
Na minha conduta, avalio o estímulo de colágeno com tecnologias como o Fotona 4D antes de considerar qualquer abordagem mais invasiva.
Por que aparecem as olheiras?
A pele abaixo dos olhos está entre as mais finas do corpo, o que já a torna mais sujeita a mudanças de cor e volume. Sobre essa fragilidade natural, se somam fatores como herança genética, sono insuficiente, exposição solar sem proteção, envelhecimento cutâneo e processos alérgicos ou inflamatórios repetidos, como rinite e o hábito de coçar os olhos.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que a origem costuma ser multifatorial, raramente ligada a uma causa única.
Qual tratamento é indicado para cada tipo de olheira?
Não existe um protocolo único para os tipos de olheiras: a indicação segue o componente predominante. Na pigmentada, costumo indicar o laser Nd:YAG Q-Switch; na vascular, o Nd:YAG pulso longo.
Já na estrutural, avalio o preenchimento de olheiras com ácido hialurônico, e na olheira por flacidez, tecnologias de estímulo de colágeno como o Fotona Spectro.
Muitos casos combinam dois tipos ao mesmo tempo, e nessas situações costumo combinar abordagens em etapas, com resultados progressivos, sempre depois de avaliar o histórico e o fototipo da paciente.
Quando vale a pena buscar avaliação dermatológica?
Cremes e cosméticos ajudam na rotina, mas não fecham vasos dilatados, não removem melanina já depositada e não devolvem volume perdido: eles não resolvem sozinhos nenhum dos tipos de olheira mais persistentes.
Vale buscar uma avaliação quando:
- A olheira persiste mesmo com sono regular e fotoproteção adequada;
- O tom não muda com o teste do estiramento;
- Há sombra por depressão, e não só alteração de cor;
- O incômodo estético já afeta a rotina ou a autoestima.
Perguntas frequentes sobre os tipos de olheira
Existe um único tratamento que resolve todos os tipos de olheira?
Não. Cada tipo de olheira tem uma origem diferente (pigmento, vaso, volume ou flacidez), e o tratamento eficaz para um deles pode não ter ação nenhuma sobre outro. Por isso o diagnóstico do tipo vem antes de qualquer indicação.
Quem tem rinite ou alergia tem mais chance de ter olheira?
Sim, esse é um fator que observo com frequência. A congestão nasal aumenta a pressão venosa na região dos olhos, e o hábito de coçar os olhos gera microtraumas repetidos, o que favorece tanto a olheira vascular quanto a pigmentada.
Maquiagem ou creme resolvem a olheira definitivamente?
Maquiagem disfarça, e alguns cremes (com cafeína ou vitamina K, por exemplo) podem melhorar discretamente a aparência local. Nenhum dos dois trata a causa: são cuidados complementares à rotina, nunca substitutos da avaliação e do procedimento indicado para o tipo específico.
Avaliação dos tipos de olheira com a Dra. Karina Okita
Dra. Karina Okita (CRM 176664-SP, RQE 85998, Dermatologia) avalia cada caso de olheira considerando o tipo predominante, o fototipo e o histórico da região periocular, para indicar o caminho mais adequado entre laser, preenchimento ou estímulo de colágeno. Agende uma avaliação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico dermatologista.